quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Fabricante da pulseira Power Balance admite que produto não funciona

"Em uma aula que ministrei em uma pós graduação do Rio solicitei a uma aluna sua pulseirinha Power Balance e fiz os testes com alguns alunos. O resultado era o que eu esperava, não funciona. É muito difícil acreditar no efeito terapêutico (melhora do equilíbrio, força,...) de um pedaço de silicone com um holograma no meio. A força muscular, a resistência, o equilíbrio se estabelecem por caminhos fisiológicos complexos que envolvem sistema nervoso periférico, central, extero e proprioceptores, e não haveria possibilidade de influência desta pulseirinha sobre estes sistemas. O efeito mais provável é o placebo. Vale lembrar que quando realizamos fisioterapia, assim como outras terapias sempre existe um percentual variável de Placebo (quanto mais se acredita na terapia mais ela funciona, seja ela comprimido de açucar ou uma terapia com comprovação científica que terá seu efeito potencializado), ou seja, a condição de se sentir melhor somente por crer, seja em um comando verbal, por uma auto sugestão, ou um contato mais próximo com um terapeuta. A partir do momento que você acredita estar mais forte e mais equilibrado, seu cérebro tornará isso  uma verdade física. Pra quem comprou resta procurar o PROCON se quiser o dinheiro de volta, ou ficar com ela , pois se não funciona pelo menos esta na moda. Valeu!

A fabricante das pulseiras Power Balance foi autuada na Austrália por fazer propaganda enganosa dos efeitos terapêuticos de seus produtos. Em seu site oficial, a empresa admitiu que o acessório não aumenta a força, flexibilidade e equilíbrio.
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Leticia Moreira/Folhapress
Fabricante do bracelete vendido com o apelo de melhorar o equilíbrio admite que produto não tem comprovação científica
Fabricante do bracelete vendido com o apelo de melhorar o equilíbrio admite que produto não tem comprovação científica

No dia 22 de dezembro do ano passado, a revendedora australiana dos braceletes assinou um termo com o órgão de defesa dos consumidores daquele país comprometendo-se a atestar que não há comprovação científica de seus efeitos terapêuticos. Além disso, a Power Balance prometeu reembolsar os clientes que se sentiram lesados.
Em novembro, a empresa chegou a ser multada no valor de 15 mil euros na Espanha também por propaganda enganosa.
No Brasil, a propaganda dos efeitos terapêuticos da Power Balance e da sua versão brasileira, a Life Extreme, está suspensa desde setembro do ano passado, por determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A multa para o caso de infração à norma pode variar de R$ 2.000 a R$ 1,5 milhão. Segundo a Vigilância, as empresas não infringiram a determinação.
Segundo a empresa On the Beach, distribuidora das pulseiras americanas no Brasil, "toda a publicidade realizada no país está em conformidade com as leis vigentes e com a normas estabelecidas pela Anvisa". A distribuidora também afirma que não divulga "falsas promessas de benefícios".

Aí o vídeo do Detetive Virtual do Fantástico!
Até a próxima!

Um comentário:

  1. é óbvio que um pulseira dessa não faria mais além que qualquer medicamento existente no mundo. as mesmas que se encontram por 120,00 em lojas se assemelham as que se encontram por 5,00 num camelô. enfeite.

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