segunda-feira, 11 de abril de 2011

- Drenagem Linfática...suavidade no toque para eficiência!

Olá pessoal ! Bom, após algum tempo ministrando aulas sobre drenagem linfática manual resolvi colocar um post que responde o porque da suavidade e dos movimentos lentos que usamos na drenagem linfática.

 “A drenagem linfática manual faz parte das técnicas utilizadas para favorecer a circulação dita "de retorno". Se somos levados, por dados laboratoriais e resultados clínicos, a mostrar a legitimidade de nossas técnicas, é lógico acreditar que a drenagem linfática manual poderá encontrar um campo de aplicação nas muitas áreas onde a circulação "de retorno" encontra-se
impedida ou alentecida..”


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Os Precursores: A DLM foi desenvolvida na Alemanha pelo Dr. Emil Vodder (Letras,história, sociologia, filosofia, citologia e fisioterapia, não terminou seu curso em medicina), nascido em Copenhague em fevereiro de 1896, no início dos anos 30 publicou em revistas de saúde suas investigações teórico-práticas em DLM.

-Entre os anos 50 e 60 alcance o cume do êxito da sua técnica;
-Somente em 1984, aos 88 anos, recebeu o reconhecimento oficial da delegação da União de Fisioterapeutas Alemãs;
- Outros pesquisadores como Dr. Foldi, Dr.Leduc e Dr. Mislin se destacaram em suas pesquisas;
Dr. Leduc
Dr. Emil Vodder e sua esposa

 nGuyton em 2003 afirma que o sistema linfático tem como principal função a remoção de líquidos e proteínas dos espaços intersticiais. Ele representa uma via acessória para que líquidos possam fluir dos espaços intersticiais para dentro do sangue. No sistema linfático estão presentes duas partes distintas e fundamentais: uma vascular, com capilares, coletores, troncos e ductos; e outra linfóide ou complexo linfomielóide.

 A linfa é reabsorvida por vasos linfáticos distribuídos em todo o corpo que são denominados capilares linfáticos ou vasos linfáticos iniciais (Casley-Smith, Casley-Sniiih). Estes desembocam em vasos que transportam a linfa e são denominados pré-coletores (Ottaviani) ou pós-capilares (Yoffey e Courtice, Pfleger ), que, por sua vez, desembocam nos coletores. A função e a estrutura desses dois tipos de vasos são diferentes.

Circulação arterio-venosa e linfática

Funções do Sistema Linfático

n1) Na limpeza: o sistema linfático atua na limpeza esvaziando os interstícios celulares de macromoléculas as quais são levadas pela linfa até os linfonodos e, ali, são fagocitadas. Compõem o sistema Linfático na limpeza: a linfa, os vasos linfáticos, os linfonodos e os linfócitos de ação fagocitária.
2) Na defesa: o Sistema Linfático atua na defesa produzindo linfócitos, aprisionando agentes agressores e produzindo anticorpos. Compõem o sistema linfático na defesa: a linfa (como meio de transporte), os linfonodos, os linfócitos, as tonsilas (faríngeas <adenóide>, palatinas e sublingual), o timo, o baço e o apêndice.
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Sistema Linfático

Drenagem Linfática Manual

É uma técnica muito específica, cuja a ação principal é sobre o sistema linfático superficial e toda sua estrutura anatômica e fisiológica, onde drenará os líquidos excedentes que circundam as células, mantendo o equilíbrio hídrico dos espaços intersticiais.
- Para a realização da técnica é muito importante saber que:
- O ritmo deve ser lento (pois a linfa desloca em torno de 2,5 cm/segundo);
- A pressão deve ser suave, em torno de 30 a 40 mm Hg;
- A direção sempre em sentido a um grupo ganglionar mais próximo;
- A velocidade lenta (a contração do linfangion se dá a cada 6 a 10 segundos;
- A duração do tratamento nunca inferior a 30 minutos, e sempre trabalhar com movimentos respiratórios profundos para ativar a cisterna do quilo e ducto torácico.
- Executando-se a técnica de DLM corretamente, podemos estimular a abertura do linfático inicial e aumentar o volume do fluxo da linfa em até 20 vezes (Kasseroler,1998);

- A DLM é sempre iniciada numa região corporal que esteja livre do linfedema, mas que deve ser evacuada; liberada de suas vias linfáticas, tem que ser estimulada para aumentar seu fluxo, a motricidade do linfangion e poder receber maior volume de líquido vindo da região edemaciada (Marx e Camargo, 2000)

Indicações:- Tratamento pré e pós-operatório de intervenção cirúrgica;
- Pós traumatismos;
- Insuficiência venosa;
- Edemas;
- Linfedemas;
- Fibro edema gelóides
- Queimaduras;
- Enxertos;
- Acne;
- Hematomas e equimoses;
- Rigidez muscular;
- etc...

- Contra Indicações:- Processos Infecciosos;
- Flebites, tromboses e tromboflebites;
- Insuficiência cardíaca congestiva descompensada;
- Hipertensão arterial não compensada;
- Neoplasias malignas;
- Erisipela;

- As técnicas:- Atualmente, a DLM está representada principalmente por três técnicas:
- Foldi;
- Leduc;
- Vodder;

- Ambas são baseadas nos trajetos dos coletores linfáticos e linfonodos, associando basicamente três categorias de manobras:
- Manobras de captação;
- Reabsorção;
- Evacuação.

- As manobras utilizadas por mim, a partir das técnicas citadas acima são:
1- Bombeamento dos linfonodos (sempre antes das manobras);
2- Manobras de Compressão/descompressão; círculos com os dedos, concha e bracelete;

- Abaixo uma sequência de vídeos do método Vodder, que é a base para o que conhecemos hoje como drenagem linfática. Estes vídeos são voltados somente para o vodder, e eu particularmente utilizo manobras de Vodder, Leduc e Foldi, um mix que aprendi com a Prof. Luciane Martins e no Curso de Oncologia que fiz no INCA/RJ.

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