segunda-feira, 16 de maio de 2011

- Doença de Alzheimer e Fisioterapia.

Olá Pessoal! Bom, essa post é sobre uma das doenças mais complicadas nos pacientes da melhor idade. Alzheimer é uma patologia degenerativa e progressiva, e o fisioterapeuta tem o papel de minimizar os problemas associados aos distúsbios comportamentais e psíquicos dos pacientes. Abaixo selecionei parte da boa revista Mente e Cérebro, que para quem gosta de conhecer um pouco mais sobre o tema da revista é uma excelente fonte de consulta. Para ampliar as imagens basta clicar sobre elas ou amplie no canto inferior do seu PC no ícone nível de zoom.





































































































































































































A FISIOTERAPIA E O MAL DE ALZHEIMER

A doença de Alzheimer causa uma série de efeitos tanto ao nível de
pensamento quanto ao nível motor. O que interessa para o fisioterapeuta é o
sistema motor, que ao ser estimulado, obtém-se como resultado uma melhora
na qualidade de vida.

É necessário realizar primeiramente uma avaliação do paciente colhendo todos os dados a respeito da doença e de seus sintomas, para que depois possa ser feito um plano de tratamento para este paciente. O tratamento fisioterapêutico é constante e por tempo indefinido. Existem melhoras, mas o paciente nunca recupera suas funções totalmente, já que é uma demência e há comprometimento de uma área do cérebro.

A conduta fisioterapêutica é realizada de acordo com as alterações apresentadas pelo paciente e essas alterações dependerão do estágio da lesão. Dessa forma, se o paciente apresenta alterações de postura, o fisioterapeuta trabalhará com ele exercícios de alongamentos de grupos musculares encurtados; se for detectado alteração no equilíbrio será trabalhado com ele exercícios que recuperem esta condição.

O fisioterapeuta deve orientar também o cuidador quanto à importância de cuidar da pele do paciente, evitando que a mesma fique ressecada ou que haja a formação de úlceras de decúbito. È essencial que o terapeuta observe o trofismo e o tônus muscular
para que se possa ter conhecimento do grau de incapacidade surgido pela demência. O paciente com hipotonia pode ser tratado com estímulos elétricos, crioestimulação e solicitação verbal de contração muscular. O tônus espástico pode ser trabalhado no sentido de alongamento da musculatura atingida e através da facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), desde que haja colaboaração ativa por parte do paciente. Avaliar o grau de sensibilidade do paciente; se o grau estiver diminuído pode-se trabalhar com diversos estímulos sobre a pele, como com diferentes texturas, agentes térmicos e estímulos dolorosos. E quanto às atividades da vida diária, avaliar se o paciente é capaz de realizar as atividades sozinho ou se é dependente, procurando então diminuir as dificuldades dele em realizá-las.

O Mal de Alzheimer é uma doença crônico degenerativa do sistema nervoso central, que desencadeia uma série de efeitos tanto a nível intelectivo quanto a nível motor. Se houver estimulação motora, haverá como conseqüência, uma melhora do quadro intelectivo, mesmo que seja pouca a resposta é fundamental o estímulo continuado. O exercício físico é importante para esses pacientes, pois com a melhora da parte física, o psiquismo do doente também melhora, já que ele evita o recolhimento em si e
continua a executar as atividades do mundo externo (SALLES et al, 2000).

Acredita-se que médicos e/ou pesquisadores consigam descobrir a causa deste mal para que assim possam obter uma cura, evitando a morte de idosos e problemas médicos, sociais e econômicos, já que vivemos em uma sociedade que está em processo de envelhecimento.

A solidariedade e o convívio da família são de fundamental importância para que o tratamento do paciente tenha um melhor efeito ajudando-o a ter uma melhor qualidade de vida.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEAR et al. Neurociências desvendando o Sistema Nervoso. 2ed.São Paulo: Artmed, 2002.

COTRAN, R. et al. Patologia Estrutural e Funcional. 6 ed. São Paulo:Guanabara Koogan, 1991.

SALLES et al. Alzheimer’s Page. Disponível em: http://www.alzheimer.net.hpg.ig.com.br/.

SAMUELS, M. A. Manual de Neurologia, Diagnóstico e Tratamento. 4ed.Rio de Janeiro: Medsi, 1992.

SILVA, Carlos Eduardo Lins da. O retrato do mal antes da hora. Super interessante. Set. 1997. Disponível: www.alzheimer-net.hpg.com.br.

- Revista Viver - Mente e Cérebro. Ano XIII - nº 142 - O Enigma do Alzheimer.

- MAL DE ALZHEIMER: UMA VISÃO FISIOTERAPÊUTICA - Carina Corrêa Bastos; Layana de Souza Guimarães; Mari Luci Avelar Di Sabatino Santos

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