sábado, 17 de setembro de 2011

Trilhos anatômicos - parte 2

- Olá pessoal! Antes de mais nada quero agradecer a todos que tem utilizado este Blog como fonte de informação. Muito obrigado pela preferência, e voltem sempre! Em breve estarei atualizando a interface do Blog e oferecendo outras fontes de consultas através de Links. Bom, dando continuidade ao post anterior, vamos falar sobre a abordagem terapêutica da linha superficial posterior de Thomas Myers.

 
A Linha Superficial Posterior

A Técnica:
A fáscia plantar: Geralmente fonte de problemas que se refletem em toda linha. Uma limitação plantar, muitas vezes esta correlacionada com tensão nos ísquios tibiais, lordose lombar e forte hiperextensão nas cervicais superiores.


a) Liberação da fáscia: coloque seu paciente em DV, com o pé a ser tratado apoiado em um travesseiro realize deslizamento profundo em faixas na fáscia. Se o lado interno do pé (do hálux ao calcanhar) for curto, o pé provavelmente será ligeiramente levantado na superfície medial (mas sem um desenho de arco alto), e aparentemente curto em direção ao hálux. Nesse casso é a margem medial que deve ser alongada (arco cavo).
 
-b) Coloque o polegar, apoiado ou não, na região plantar do pé no lado medial, próximo à base do primeiro dedo.
- Pressionando o tecido firmemente, deslize o polegar até o calcanhar.
-Com o joelho próximo de 90º force o seu ganho realizando a extensão do das falanges e realize o mesmo deslizamento.
- Use o polegar ou os nós dos dedos.
- Em seguida mobilize o calcanhar nos movimentos de inversão e eversão, estabilizando o tarso anteriormente, enquanto trabalha o calcanhar em forma de cunha.
c) Paciente em DV com joelhos em 90º, pés encaixados na região axilar do terapeuta;
-Inicie com uma mobilização na transversal na região do tendão;
- Depois longitudinalmente realize um deslizamento profundo;
- Em seguida separe o ventre dos gastrocnêmios com o polegar até próximo do oco poplíteo;
- Faça o deslizamento profundo também na direção das cabeças do músculo;
- Massageia as cabeças dos gêmeos.


-d) Esta técnica requer alguma força nos dedos, mas a tenacidade será recompensada .
-Com o paciente em DV (posição anterior), prenda seus dedos na parte interna dos tendões dos ísquios, “nadando” por entre eles (dois na parte interna e um na lateral) e as cabeças dos gastrocnêmios.
- Depois faça seu paciente abaixar vagarosamente a perna até a mesa, à medida que você move lentamente seus dedos pelo lado medial dos tendões dos ísquios, isso facilitará um alongamento excêntrico ativo, livrando as extremidades distais;
- Use rotações da tíbia para promover um ganho extra;
- Agora “mergulhe” seus dedos por entre os músculos, no ponto mais baixo em que eles se unirem, enquanto seu paciente continua lentamente a girar lateralmente e medialmente a perna, com o joelho dobrado. Continue até chegar ao tuber isquiático.

- Sequência:

-e) A conexão entre o sacro e o túber isquiático é tão resistente que se assemelha a um osso, e é absolutamente necessária para manter ereta a postura humana e íntegra a pelve.
-Esse tecido geralmente deve ser movido em uma direção descendente naqueles com um desvio anterior da pelve, ascendente naqueles com uma retificação da coluna lombar ou um desvio posterior da pelve
- Para alcançar esses tecidos deve promover razoável pressão nesta região, usando o cotovelo ou regiões tenar e hipotenares da mão ;
- leve a manobra até a próxima rota miofascial;
- Próximo passo:
 
-f) Uma vez que os eretores da espinha recobrem as curvaturas do dorso, elas colaboram no aprofundamento destas curvas, junto com os músculos que se fixam à frente da coluna, no pescoço e nas lombares.
-A primeira consideração é a profundidade das curvaturas da coluna: existe uma lordose lombar ou cervical, ou uma cifose torácica ?
- Observe os processos espinhosos para ver se estes se projetam além do tecido circunjacente (são “montanhas”), ou afundam abaixo dos tecidos circunjacentes miofasciais (formam “vales”).
- A regra geral é contra-intuitiva: empilhe nas montanhas, cave nos vales. O tecido miofascial se expandiu nos processos espinhosos que se projetam (como em uma cifose), alargando e se prendendo às camadas circunjacentes. Esses tecidos precisam ser movidos medialmente em direção aos processos espinhosos, não somente para liberar os tecidos para a movimentação, mas também para dar um impulso adiante àquelas vértebras que estão muito atrás.
 
-g) Por outro lado, quando as vértebras estão “enterradas” profundamente (como na lordose), os tecidos miofasciais contíguos migram medialmente e esticam, formando a “corda” para o “arco” espinhal.
-Esses tecidos devem ser movidos lateralmente , de dentro para fora.
- A regra geral é então:
- Nas montanhas: para baixo e para dentro;
- Nos vales: para baixo e para fora.
- Estando o paciente na posição sentada, com o tronco inclinado a frente, cabeça encaixada no tórax, e mãos repuxando o tecido miofascial com as pontas dos dedos para cima, podemos realizar um tratamento manual mais agressivo;
- Posicione as mãos na junção cérvico torácica de seu paciente, e a medida que ele for flexionando o tronco a frente (lentamente) faça um deslizamento profundo das mãos na direção do sacro. Faça uni ou bilateralmente, respeitando a idéia dos das montanhas ou dos vales. 
Seguindo o trilho...
 
Enfim... 
 h) O triângulo formado pelos músculos subocciptais é denominado triângulo subocciptal e ele cerca a artéria vertebral. Os músculos do triângulo subocciptal, frequentemente envolvidos com outros músculos posteriores do pescoço em cefaléias gerais, são tratados todos juntos.
-Nessa região há um alto número de receptores de alongamento nesses tecidos e suas conexões com os movimentos dos olhos, para a coordenação do resto da musculatura dorsal. Tem sido provado que esses músculos possuem 35 fusos por musculares por grama de tecido muscular. O glúteo máximo, por exemplo, tem sete fusos por grama.
- Eles estão intimamente conectados com os olhos, tanto que qualquer movimento ocular produz uma mudança de tônus nos músculos subocciptais. O restante dos músculos “obedecem” aos subocciptais e tendem a seguir o mesmo caminho deles.
-


i) Deslizamento profundo em faixas: Paciente em DD, posicionando conforme a figura, pressione com o polegar os músculos posteriores do pescoço na base do crânio, lateral aos processos espinhosos das vértebras cervicais superiores.

-Pressione o tecido firmemente, deslize o polegar na direção do tronco, fazendo uma pausa em pontos rígidos ou doloridos e esperando até sua liberação. O polegar deve percorrer até a base do pescoço, sem comprometer o conforto do paciente.

-Volte o polegar ao longo do mesmo trajeto até a base do crânio, comprimindo novamente em pontos dolorosos ou rígidos;

-Deslize o polegar lateralmente na sua direção e repita o processo até ter trabalhado toda a parte posterior do pescoço.

- Uma técnica adicional que eu recomendo é a liberação dos subocciptais e da fascia epicrânica que segue longitudinalmente até os olhos. Além de todos problemas tensionais e posturais relacionados a esta linha, podemos atribuir a ela também a relação com as cefaléias tensionais que podem começar bem distante do ponto inicial, como por exemplo nos pés.
- Ok galera, esse post já esta muito grande. Portanto, bons estudos e bom trabalho a todos. Valeu!

Referências: (seguem o post anterior sobre o mesmo título)

Up the fisios!

3 comentários:

  1. Maravilhoso. Todos os assuntos constantes do blog são de extrema utilidade. Parabéns professor. Agradeço muito por esta orientação.Norma Gimenez Gomes - Fisioterapeuta -Frasce

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  2. amai o seu blog. Espero mais orientações. Parabéns.

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  3. PARABÉNS PELO BLOG!

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