quarta-feira, 12 de outubro de 2011

- O Brincar !

Olá Galera! Em homenagem aos dias das crianças este post abordará o brincar! O brincar com a visão terapêutica e sua importância no desenvolvimento da criança. Vamos lá!

É principalmente através da brincadeira que a criança aprende durante os primeiros anos de vida. Seu bom desenvolvimento neuropsicomotor é garantido quando o acesso ao brincar é possível no seu cotidiano.

A criança explora o mundo inicialmente através do que ouve, vê, toca e prova, com a ajuda da mãe quando necessário (0-3 anos – sensoriomotor). Uma vez ciente de si, determinada pela “separação” fusional da mãe, ela aprende a relacionar-se com os outros em relação a si mesma.

Enquanto a coordenação óculo-manual se desenvolve, ela começa a explorar o meio e os objetos lá contidos. Essas experiências sensório-motoras serão fundamentais na estruturação das áreas psicomotoras (esquema corporal, lateralidade, orientação espacial e temporal,...). Através das mãos e da boca ela começa a explorar texturas, formas, temperaturas diferentes, o gosto, etc.

A partir dessa exploração inicial, as habilidades físicas e manuais desenvolvem-se, e o brincar será o meio através do qual a criança irá se impor no mundo, expondo suas emoções através do corpo e do movimento.

No que diz respeito à atuação do fisioterapeuta o brincar é o meio principal de ação com a criança, sendo uma ação educativa e terapêutica por excelência.

 Quando brincamos de arremessar uma bola no cesto estimulamos a integração sensório e perceptomotora da criança trabalhando sua coordenação visomotora, seu equilíbrio estático através da base podal necessária para o arremesso com as mãos, trabalhamos a integração bilateral direita e esquerda no trabalho conjunto dos dois dimídios corporais, a orientação espacial através da focagem do alvo (cesta) dentro de uma perspectiva que nos possibilita uma ação motora direcionada ao espaço visualizado, a orientação temporal através da simultaneidade e seqüência do ato motor, que para ser eficiente deverá respeitar um ritmo adequado (inclusive respiratório), além é claro de estarmos tonificando grupos musculares estabilizadores da cintura escapular e coluna vertebral (estáticos), agonistas e antagonistas através de um movimento sinérgico, que sempre será único por sua complexidade física e emocional.

A lei federal nº 11.104, de 21 de março de 2005, dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação.

As brinquedotecas são espaços lúdicos para a promoção do brincar terapêutico, para profissionais da saúde e educação, onde a criança vai desenvolver habilidades no relacionamento com as pessoas (incluindo aí os terapeutas envolvidos) e com objetos, levando para o hospital a possibilidade da criança em período de internação esquecer um pouco a experiência opressiva, desagradável, cruel e difícil, que é uma internação hospitalar.

Quando a criança brinca, ela transpõe a si mesma de indivíduo passivo a ativo, porque o brincar cria regras, ativa a sua imaginação e a sensação de tornar-se livre.

- Abaixo um vídeo clip que eu gosto muito e sempre que vejo me emociono!


- Abaixo a querida Bia Bedran e sua Desengonçada:


- E por fim, dois vídeos sobre "A importância do Brincar"




É isso aí pessoal! Agora vou brincar um pouquinho com meu filhão! Até o próximo post e "Up the Fisios"!

Referências:

•LE BOULCH, J. A Educação pelo Movimento. Ed. Artes Médicas, Porto Alegre, 1987.
•LE BOULCH, J. O desenvolvimento Psicomotor: Do nascimento aos Seis Anos.
Ed. Artes Médicas, Porto Alegre, 1982.
•LORENZINI, Marlene V. Brincando a brincadeira – novos rumos terapêuticos. Ed. Manole, São Paulo, 2002.

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