segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

As crianças e a educação nos dias atuais

- Olá pessoal! Nesta postagem não vou falar de fisioterapia, mas sim de educação. A cada dia vejo mais difícil educar um filho em nossa sociedade. Como pai que sou percebo que são inúmeras as influências negativas, e os meios de mídia como a televisão, rádio, internet, acabam se tornando a maior influência da nossa sociedade. Somos o fruto do meio, e nossas crianças em um futuro próximo serão que tipo de fruto? Programas como os de reality show, telenovelas, programas de entreterimento, em grande maioria não apresentam nada que presta para nossos olhos e ouvidos.


 O momento que nossa sociedade atravessa é de sombras no que diz respeito a área das relações humanas. Apesar de acreditar que problemas sempre existiram, hoje com o poder da comunicação acelerada através da internet e todas as mídias, muito do que vemos ou ouvimos nos sintoniza em um baixo astral absurdo, e nossas crianças absorvem como esponjas todas essas informações (muitas deturpadas) e as usam para solidificar sua estrutura emocional de base, estruturando pouco a pouco um adulto cheio de valores equivocados, medos, inseguranças, depressão e egocentrismo. Minha experiência em 10 anos de atendimento a crianças me mostra que as famílias que poderiam exercer um papel mais influente que o meio que nos cerca, são frágeis, desorganizadas ou carentes (em todos os níveis, inclusive o financeiro). Dentre essas carências a psicoafetiva é uma das mais influentes no futuro caráter de uma criança. Vários distúrbios comportamentais nascem das falhas na estruturação emocional de uma criança. Além disso, nosso governo ao longo de algumas décadas vem desestruturando nossa educação, nossa saúde e principalmente nossa mente. Não sei se todos já perceberam, mas matérias escolares como moral e cívica , simplesmente deixaram de ser obrigatórias. Evolução curricular? Acho que a finalidade foi outra. É claro que não é somente por causa dessa ausência que estamos perdidos em sociedade. Cantar o hino e compreender nosso papel na sociedade de nada adianta se não tivermos um bom carater. Entedo, que vários outros problemas fazem parte do nosso cotidiano, palavras como diversidade, solidariedade e pluralidade são palavras que se trocam facilmente por individualidade. Vivemos a era do "eu primeiro", e essa é uma máxima no nosso sistema educacional, nossas crianças são motivadas e talhadas para um mundo competitivo e egoísta, onde a família fica muitas vezes em segundo lugar em relação ao trabalho. Finalizando, este texto tem apenas a modesta intenção de nos fazer pensar um pouco sobre nossa sociedade e nossa educação. Minhas palavras são apenas minhas impressões da realidade que me cerca. Não quero ser o dono da verdade, e acho que um debate a cerca do tema abordado é o que pode surgir de mais positivo após essa leitura.

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