quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Testes Ortopédicos! Parte 1 - Ombro.

- Olá galera! Na post de hoje vamos falar um pouquinho sobre testes ortopédicos. Lembro que na época da minha graduação os recursos mais acessíveis eram os livros e as anotações da aula. Hoje temos muitos recursos com a Internet, como os vídeos, e por isso, resolvi unir o texto com os vídeos afim de facilitar o estudo de vocês. A propósito, agradeço ao meu mestre e amigo Vinícius Banzato por na época da graduação ter sido uma excelente referência no assunto (hoje ainda é), nas aulas de Base e Métodos (hoje semiologia) e Traumato 2. Bom, chega de blá, blá, blá, e vamos ao que interessa.

- Os testes Ortopédicos são parte fundamental da semiologia de pacientes com disfunções ortopédicas ou neurológicas. Vamos ao testes:


1 – Para queda de Escápula – (hipotonia do serrátil anterior)
Paciente sem camisa, de frente para a parede, coloca as mãos espalmadas na mesma, com uma semi-flexão de cotovelo. A escápula do lado da hipotonia ficará mais baixa do que a normal.


Teste de Yergason – Utilizado para diagnosticar a tendinite crónica de bíceps, verifica se o tendão do bíceps está estável no seu sulco biciptal por lesão do ligamento transverso da cabeça do úmero.
Para ampliar click sobre a figura.

—Paciente sentado ou de pé, cotovelo fletido a 90o, fixar o cotovelo com uma das mãos e com outra fazer uma rotação externa até encontrar resistência. Simultaneamente, puxe o cotovelo para baixo. Se o tendão estiver instável, o paciente sentirá dor.
 
 
3 – Teste de Speed – tenciona o tendão bíceps no sulco biciptal. Com o antebraço do paciente completamente estendido, supinado e fletido para a frente a 45o, colocar os seus dedos sobre o sulco biciptal e a sua mão oposta sobre o punho do paciente. Instruir o paciente para elevar para frente o braço contra a resistência do examinador. Dor espontânea ou a palpação no sulco bicptal, indica tendinite do mesmo.


 

4- Teste de Neer - Verifica os comprometimentos do tendão do supra espinhoso nos casos de tendinite, principalmente pela síndrome do impacto. Coloca-se o paciente com o membro superior em rotação medial, e solicita-se ao mesmo a realização da flexão do ombro (ou rotação interna com abdução a 90o de flexão- Teste de Hawkins). Com o segmento em rotação, haverá um impacto da tuberosidade maior do úmero sobre o acrômio, desenvolvendo assim uma compressão sobre o tendão do supra espinhoso que se estiver comprometido irá gerar dor local.

 

5 – Teste de Jobe – Verificar os comprometimentos do supra espinhoso nos casos de tendinite.
Colocar uma resistência no punho do paciente, e solicitar ao mesmo para que faça a abdução do ombro contra a sua resistência. Iremos observar que nos comprometimentos do supra espinhoso, o paciente irá relatar dor local principalmente até os 45 graus inicias do movimento.



6 – Teste do Botão Subacromial – inflamação da bolsa subacromial ou bursite.
Com o paciente sentado, aplicar pressão à bolsa subacromial,estando o mesmo com o segmento em extensão e com rotação lateral. Sintoma de dor, confirma o teste.
 

7- Teste de Patte – Verifica os comprometimentos do músculo infra-espinhoso.
Colocar o ombro do paciente numa posição de abdução a 90 graus com rotação lateral, e cotovelo fletido também a 90. Nesta posição solicitamos ao paciente uma rotação lateral forçado enquanto colocamos resistência para que o movimento não seja executado. Em casos de comprometimento do infra-espinhoso, o paciente irá relatar dor no local da inserção do músculo.
 
 
8 - Sinal do Sulco – Verificar se o paciente é portador de uma subluxação do ombro. Colocando o paciente sentado com o membro superior pendente, iremos observar que se os músculos que estabilizam a cabeça do úmero e o ombro não estiverem com boa tonicidade, irá aparecer um sulco entre a cavidade glenóide e a cabeça do úmero.

 

9 – Teste de Dugas 
Com o paciente sentado, instruí-lo a colocar a mão no ombro oposto e trazer o cotovelo de encontro ao peito.
Caso exista uma instabilidade da cápsula anterior do ombro, a cabeça do úmero irá se projetar anteriormente, dando a impressão que a mesma irá sair da cavidade glenóide e posteriormente a cavidade cria um sulco em decorrência do deslocamento anterior da cabeça umeral.
 

—10 – Teste de Rockwood 
—É uma variação do teste de apreensão anterior. Com o paciente sentado, rodar externamente o ombro com o braço na posição neutra. Repetir o teste com o braço a 45o de abdução. A seguir a 90o de abdução, depois 120 graus.

—O paciente deve mostrar acentuada apreensão a 90 graus, com dor. A 0 graus, raramente há alguma apreensão. A 45 graus e 120 graus, deve haver mais dor com ligeira apreensão. O paciente poderia afirmar que a sensação que experimenta é como a que ele sentia quando o ombro estava anteriormente luxado. Este procedimento testa a integridade do ligamento gleno-umeral anterior, da cápsula anterior, dos tendões do manguito rotador e do labrum glenoideo.

 

11 – Teste de Gaveta Anterior Instabilidade Gleno-umeral Anterior
—      Com o paciente na posição supina, pôr a mão do paciente na axila do examinador. Com a sua mão oposta, pegar a escápula posterior com os seus dedos e colocar o seu polegar sobre o processo coracóide. Usando o braço que está segurando a mão do paciente, pegar a face posterior do braço do paciente e puxar o úmero para a frente.
—Tentar mover o úmero para a frente enquanto estabiliza a escápula põe a prova a integridade da porção anterior do manguito rotador, o qual segura o úmero dentro da cavidade glenóide. Uma quantidade anormal de movimento e/ou um estalido em comparação com o lado normal, são indicadores de uma instabilidade anterior da articulação gleno-umeral.
- O vídeo abaixo foi o que eu encontrei com a demonstração mais parecida com a descrição acima. Parte final do vídeo.
 
 
12 – Teste de Gaveta Posterior 
—Com o paciente na posição supina, pegar o antebraço do paciente, flexionar o cotovelo e abduzir e flexionar o ombro. Com a sua mão oposta, estabilizar a escápula com os seus dedos indicador e médio sobre a espinha da escápula e o seu polegar sobre o processo coracóide. A seguir, rotar o antebraço internamente e flexionar para frente o ombro, tirando o polegar da sua mão de cima do coracóide e forçando o úmero posteriormente.

—Neste teste, você está tentando luxar o ombro posteriormente, tencionando o manguito rotador e a cápsula articular. Dor localizada e um olhar de apreensão são sinal de um teste positivo. Este teste força o manguito rotador e a cápsula posterior da articulação.
 
 
 

13 – Teste de Coçar de Apley  Com o paciente sentado, instruí-lo para colocar a mão no lado do ombro afetado atrás da cabeça e tocar no ângulo superior da escápula oposta. A seguir, instruir o paciente para colocar a mão atrás das costas e tentar tocar o ângulo inferior da escápula oposta. Ao se fazer isso, está sendo posta tensão nos tendões do manguito rotador. A exacerbação da dor indica tendinite degenerativa de um dos tendões do manguito, usualmente do tendão supra-espinhoso.


Referências Bibliográficas:

1. PORTO, Celmo Celeno. Exame Clínico: Base para a Prática Médica. 6ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara-Koogan, 2008.
2. HOPPENFELD, S. Propedêutica Ortopédica: Coluna e Extremidades. 5ª ed. São
Paulo: Atheneu, 2008.
3. SANVITO, W. L. Propedêutica Neurológica Básica. São Paulo: Atheneu, 2000.
4. O’SULLIVAN, S. & SCHMITZ T. Fisioterapia: Procedimentos, Avaliação e
Tratamento. 4a ed. São Paulo: Manole, 2004.
5. CIPRIANO, J. Manual Fotográfico de Testes Ortopédicos e Neurológicos. 4a ed. São Paulo: Manole, 2001.

- Valeu Pessoal. Esta Post continua .... A propósito, Vetos Mantidos pelo Congresso Nacional e Senado, ou seja, sem mudanças quanto ao Projeto Lei "Ato Médico". Os vetos da Presidenta Dilma forma mantidos, mas a luta continua...
- Up the Fisios!!!
















 
  













6 comentários:

  1. Sem palavras para descrever tamanha qualidade do material. Obrigada

    ResponderExcluir
  2. Prof Alexandre , parabéns pelo artigo. Eu também sou da época, que nós Fisios não tínhamos a internet, e hoje o acesso às informações é bem mais fácil.

    Bom gosto musical o seu

    Sou de Santa Maria/RS

    Abs

    ResponderExcluir
  3. Prof Alexandre, parabéns pelo artigo, muito esclarecedor.

    Também sou do tempo em que não havia a internet para esclarecer as dúvidas de um Fisioterapeuta, portanto continue firme e forte nesta sua empreitada em disponibilizar conhecimentos aos Fisioterapeutas.

    Ótimo a sua preferência musical

    Abs

    ResponderExcluir
  4. Ótimo material muito bem montado e de fácil compreensão! Parabéns.

    ResponderExcluir
  5. Parabéns e obrigada pelo artigo !!!
    Daiane

    ResponderExcluir
  6. Muito bem explicado. Embora seja já da era da internet, reforço que se não houvesse capacidade e esforço de profissonais como você não bastaria apenas uma publicação, e sim qualidade. Parabéns e obrigado!

    ResponderExcluir